Os valores são fundamentais em qualquer cultura , com base neste sentido é que se pode falar de valores à cultura do ambiente.
São já numerosos pensadores que se debruçaram sobre a problemática educacional dos valores. "Educar nos valores e para os valores".
A construção de um sistema de valores e a aquisição dos conhecimentos, atitudes e capacidades necessárias à cidadania, numa sociedade democrática, ilustrariam as duas faces da auto-realização: a face interna ou expressiva que visa, sobretudo, responder às necessidades, motivações e regulações interiores, e a face externa ou adaptativa que visa, sobretudo, responder às exigências, pressões e critérios do ambiente.
Alerta-se para as duas vertentes constitutivas do ser humano - personalização e socialização - a que a educação imperiosamente deve atender, qualquer que seja a via de auto-realização do educando.
Joel Rosnay um dos nomes associados a teorias de tendência sistémica e ecológica, nos seus livros O Macroscópio (1977) e Caminhos da Vida (1984) faz a apologia dos valores que emergem na sociedade organizada com base no pensamento; este permite uma visão global do mundo associada a uma abordagem unificadora, capaz de integrar os contributos oferecidos pela ecologia, pelas teorias dos sistemas e da informação.
Abandonando abordagens de carácter linear, preconiza uma abordagem centrada nas interdependências e apresenta uma teoria sistémica da educação, integrada numa visão global do mundo. Para este autor, a educação sistémica considera o homem na sua multidimensionalidade. Em termos práticos, esta forma de conceber a educação, evitaria definições muito precisas, que podem ameaçar a imaginação.
A educação deve procurar sempre uma visão integrada dos saberes e relacionar entre si os factos e os conhecimentos a adquirir. Enquanto a primeira perspectiva acentua os valores centrados na auto-realização da pessoa-em-sociedade, Rosnay frisa a importância da correcta articulação entre a diversidade dos valores e a complexidade da realidade factual. Toffler (1984) coloca, argutamente, o problema de um futuro, certo e desconhecido, onde será preciso, com as competências de hoje, lidar adequadamente com o ainda-não-mudado, a mudança e o já-mudado.
Alvin Toffler (1984), perspectiva a relação entre a educação e a sociedade em termos de futuro. Diz-nos que o amanhã será, forçosamente, diferente do hoje e que não se pode conceber uma educação em ordem ao futuro com base em imagens do passado ou do presente. A educação compete desenvolver a capacidade de adaptação à mudança. Isto supõe uma interacção constante entre a escola e a comunidade. Daqui se deduz que a escola, nos seus diversificados sub-sistemas, deve reconhecer, teórica e praticamente, o alcance educativo de actividades, consideradas muitas vezes não produtivas, como, por exemplo, as ecológicas.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
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